Temas Pedagógicos

Temas Pedagógicos (31)

por Escola da Vila
Autora: Dayane Moura Monteiro e Natalia da Cruz, professoras da Educação Infantil

A pandemia do novo coronavírus nos colocou frente a uma situação inusitada: o isolamento social. O contato, algo que prezamos tanto em nossas relações com as crianças, teve que ser interrompido diante de um cenário que busca minimizar os impactos desse vírus em nossa sociedade. Tivemos que encontrar uma nova maneira de comunicação, que preserve o vínculo com nossos pequenos, respeitando principalmente a infância e as formas genuínas das crianças se comunicarem e se relacionarem.

As crianças são inteiras em suas vivências no mundo e precisamos pensar em como possibilitar suas explorações nesse novo contexto, com limite de espaço e de interação. Na escola prezamos pela construção de uma rotina que garanta estabilidade no dia a dia delas, propiciando autonomia e segurança emocional para que a investigação e a construção do conhecimento aconteçam de maneira significativa. Diante disso, consideramos também importante preservá-la em outros contextos da vida de nossos pequenos, como a sua própria casa.

Começamos desde a semana passada a enviar propostas de atividades para serem feitas em família, mantendo valores tão caros para nosso projeto pedagógico, como o brincar, a literatura, o fazer artístico… Para além dessas propostas, esse momento se torna oportuno para que as crianças participem de outras tarefas em casa, tomando para si a responsabilidade pelo ambiente no qual fazem parte, o que também acontece quando estão na escola.

Perceber-se útil nas atividades rotineiras, que fazem a casa funcionar, dá para as crianças um lugar de pertencimento e de confiança que mostram o que significa ser um membro da família, que acreditamos em seu potencial e que apostamos na autonomia delas diante dos desafios que possam surgir.

Mas em que podemos envolvê-los? Que tal iniciar essa conversa convidando-as a pensarem como podem ajudar em casa? Juntos, a partir das ideias que surgirem, vocês podem trilhar um caminho que será percorrido ao longo desse período. Para inspirá-los, criamos uma lista de propostas com base no que as crianças já são convocadas a fazer na escola:

  • organizar seu material: armário, cama, brinquedos e materiais que serão usados para as propostas da escola;
  • ajudar nas tarefas domésticas: lavar louça, separar a roupa suja, tirar o lixo da casa;
  • aprender coisas novas: aprender uma nova receita, costurar aquela meia furada, bordar, consertar um brinquedo, plantar uma nova mudinha (pode ser de feijão, de alecrim, cebolinha);
  • cuidar dos membros da casa e da vida: alimentar os bichos de estimação, regar as plantas, dar banho nos cachorros nesses dias quentes, preparar o café da manhã dos irmãos ou da mãe e do pai, mandar mensagens de vídeo para os avós, tios e familiares que estão distantes, fazer desenhos para os vizinhos do prédio, manter o contato com os amigos;
  • construir um diário de “bordo”: nossa casa agora é nossa “nave”! Como podemos registrar este momento? Além do que vamos sugerir como registro frequente para as propostas vindas da Escola, escolha um jeito de registrar o dia a dia de vocês, em casa – diários escritos (com trechos ditados pelas crianças, fotos e legendas ou um aplicativo que faça este registro virtualmente);     
  • organizar um mural com símbolos: que representem as atividades sugeridas e os horários indicados para fazê-las com ou sem apoio de um adulto. A regularidade desta organização garantirá que as próprias crianças comecem a se dar conta de que a rotina pode acontecer sem que alguém precise nos lembrar de tudo.

Tudo o que estamos vivendo é novo, e com a novidade surgem incertezas. Para amenizar esse novo cenário, vamos nos cercar de momentos significativos ao lado de nossas famílias, mesmo que a comunicação nessa fase precise ser virtual. Torne esse período de maior proximidade com as crianças o mais verdadeiro possível, certamente vocês criarão memórias que vão trazer mais sentido ao valor de se viver em comunidade, ser solidário e respeitar o bem comum. Daqui, torcemos para que as boas notícias cheguem logo e possamos nos fortalecer nos abraços e afagos, que são tão valiosos para todos nós.

Por Escola da Vila
Autora: Fernanda Flores, direção pedagógica

Estamos em meio a uma situação que não víamos há anos, muitos de nossos alunos e alunas nem estavam na escola no ano de 2009, quando vivemos algo parecido com a chegada do vírus H1N1 no Brasil.

Surtos de doenças infectocontagiosas, como a COVID-19, geram especulações e é fácil sentir-se confuso com a onda de notícias e informações desencontradas, enfim, isso costuma trazer insegurança e pode gerar ansiedade. Famílias e equipes nas escolas devem ser cautelosas com as informações que fornecem para não assustar as crianças e jovens ou criar temores desnecessários.

Toda essa movimentação requer calma e a instauração de um clima de entendimento de que essa suspensão na vida da escola, por exemplo, é uma resposta coletiva para um surto que tem uma velocidade de propagação elevada.

É importante que as crianças escutem de nós que é esperado sentir-se com medo. E, nesses momentos, precisamos ocupar um espaço importantíssimo de escuta, acolhimento das dúvidas e receios, com a afirmação segura de que juntos passaremos por esse período.

Assim, para crianças e jovens é importante permitir que conheçam os fatos com explicações claras e francas. É oportuno destacar o papel da ciência nesse momento, ressaltar o quanto os médicos e cientistas estão trabalhando para que tudo seja resolvido e para que logo tenhamos uma vacina que proteja as pessoas.

Evidentemente, a idade das crianças faz muita diferença, e adaptar a fala é algo que precisa ser feito, com paciência para conversar e esclarecer muitas perguntas e assim, fazer com que sintam-se mais seguras e calmas.

No entanto, é nossa responsabilidade limitar a exposição e motivar as conversas em família. Dessa forma, crianças e jovens têm um espaço seguro e aberto para falar sobre notícias, esclarecendo dados e tirando dúvidas.

É muito importante eles ouvirem dos adultos de confiança que estão seguros ficando em suas casas por esse tempo e que é normal estarem preocupados com a situação, pois também nos sensibilizamos com quem não conhecemos. E isso se aprende vivendo esse momento.

Ver os adultos conversando sobre o tema, podendo fazer perguntas para entender por que a mãe está tão preocupada com seus avós, por exemplo, ajuda as crianças a entender seus próprios sentimentos e ensina o valor da empatia e solidariedade.

Como parte das medidas preventivas, é oportuno reforçar os cuidados pessoais, acompanhando e orientando as crianças e jovens a lavar as mãos depois de tossir, espirrar, antes e depois de comer e depois de usar o banheiro. Tratar da etiqueta respiratória, de espirrar nas curvas dos cotovelos e evitar tocar o rosto, posto que o vírus acessa o corpo pela boca, nariz e olhos.

Em relação aos jovens, recomendamos fortemente o podcast da psicóloga Lídia Aratangy, que pode ser ouvido aqui. Em linhas gerais a mensagem central é que se oportunize junto aos adolescentes a reflexão sobre a responsabilidade coletiva com o outro, que cuidar-se nesse momento é um ato de solidariedade para aqueles que compõem grupos de risco e aos que não dispõem do mesmo acesso ao sistema de saúde.

A mensagem vale para nós, leitores deste blog, o momento é de restrição pelo bem comum e assim, aprendemos juntos, coletivamente, que cuidar de cada um é cuidar de todos.

por Escola Viva 

O número de estudantes no Brasil em busca de uma graduação no exterior cresce a cada ano. Uma das escolhas preferidas dos brasileiros quando se trata de ensino são as faculdades norte-americanas. Aproximadamente 16 mil alunos deixaram o país para cursar o Ensino Superior em uma instituição nos Estados Unidos entre 2018 e 2019. 

Os números colocam o Brasil em 9º lugar na lista dos países que mais levam estudantes para os Estados Unidos. As informações são do último relatório Open Doors, produzido pelo IIE (Instituto de Educação Internacional). O documento constatou um aumento de 9,8% em relação ao período letivo de 2017 a 2018. 

Esse movimento de pessoas em busca de um ensino no exterior é visto como uma tendência pela coordenadora assistente do Ensino Médio da Escola Viva, Iara Kawamura. Ela destaca a importância das escolas estarem preparadas para essa demanda, já que o processo de seleção de vagas para os cursos de graduação é diferente do sistema de vestibular e Enem no Brasil. 

“Tem sido cada vez maior o número de alunos solicitando cartas de recomendação. Além disso, a escola precisa responder aos questionários das universidades e fazer um acompanhamento da vaga”, explica Kawamura. A coordenadora assistente destaca que principalmente as faculdades norte-americanas possuem aplicativos a serem alimentados pelos colégios com informações sobre a instituição.

Quando o assunto é graduação no exterior, muito se fala sobre a preparação do aluno. Na maioria das vezes, o nível de conhecimento em outro idioma (no caso de faculdades em países não falantes de português), o comprometimento com atividades extracurriculares e a autonomia em relação aos estudos são requisitos básicos para garantir uma vaga internacional. Mas também existe um papel fundamental exercido pela escola em que ele estuda.

“Precisamos estar muito atentos na hora de responder aos aplicativos, porque cada um tem um formato. As informações básicas são sobre o processo de avaliação da escola e sobre a capacidade do aluno e seu histórico disciplinar. A maioria das universidades também oferece a possibilidade de uma conversa ao telefone”, conta.

Com todas essas demandas para a escola, é importante que exista um trabalho focado não apenas na formação pedagógica, como também na parte organizacional do processo. Pensando nisso, a Escola Viva, localizada na Vila Olímpia/SP, oferece as duas coisas para seus alunos.

“Nós aqui da Viva trabalhamos muito o protagonismo juvenil. Temos algumas ações que são importantes para as applications deles, como trabalho voluntário, olimpíadas de diversas disciplinas, simulações estudantis, esportes, oficinas de leitura, escrita e atualidades e grêmio estudantil – atividades que revelam engajamento, liderança, autonomia, resiliência, além das habilidades e competências importantes para atividades acadêmicas. O outro aspecto que é valorizado nas cartas é o socioemocional dos jovens.”

Este ano, a escola aumentou inclusive a carga horária de inglês para 4 aulas de 65 minutos, divididas entre turmas de acordo com o nível de proficiência. Todos os anos, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio fazem o TOEFL (certificado de língua inglesa), incorporado no programa pedagógico da instituição. Também é oferecido um simulado do SAT (teste norte-americano de avaliação escolar).

Em relação à organização e aos processos de inscrição, a escola mantém uma parceria de três anos com a empresa Daqui pra Fora, que faz consultoria com os alunos. “A vantagem é que eles são especializados nisso, então o Daqui pra Fora faz esse serviço e os alunos se sentem muito acolhidos”, finaliza.

Escola Viva (www.escolaviva.com.br) – Fundada há 45 anos, na Vila Olímpia (SP), a Escola Viva é referência na formação de alunos com autonomia para construir suas próprias trajetórias. Enquanto os ensinos Infantil e Fundamental prezam pela formação integral e pelo desenvolvimento dos aspectos socioafetivos, o Ensino Médio promove a continuidade desse processo ao se aliar com práticas multidisciplinares que envolvem desde empreendedorismo até responsabilidade socioambiental, formando jovens preparados para os desafios do século XXI. 

 

O Colégio Oswald de Andrade abrirá suas portas no dia 15 de fevereiro (sábado) para o “Oswald Integral de Portas abertas!”. Uma manhã de atividades e diversão entre as famílias e crianças. Essa é uma oportunidade de apresentar para a comunidade o espaço onde são realizadas as atividades do período integral do Colégio.

O evento será realizado na Unidade Girassol II, localizada na Vila Madalena, das 9h às 14h, e conta com oficinas esportivas, jogos e brincadeiras educativas. Todas as atividades são voltadas a crianças com idade entre 5 e 10 anos, e serão oferecidas por educadores da equipe do Oswald. Entre as oficinas estão de inglês, dança, circo, yoga, modelagem em argila, flauta e percussão.

Estão convidados a participar pais e familiares de alunos do Oswald e de outros colégios. O evento é gratuito.

Confirme sua presença aqui. 

 

Serviço
Data: 15/02/2020
Horário: 9h às 14h
Local: Colégio Oswald de Andrade - Unidade Girassol II
Rua Girassol, 913
Vila Madalena – São Paulo / SP

 

Imagem: evgenyatamanenko/iStock.com

Profissionais que buscam aprimorar os trabalhos em sala de aula e a gestão escolar podem participar de cursos e oficinas oferecidos pelo Instituto Vera Cruz, braço de ensino superior da Escola Vera Cruz, associada à Abepar – Associação Brasileira de Escolas Particulares. A programação para o primeiro semestre de 2020 já está disponível. Serão 15 cursos e oficinas envolvendo diversos temas em todos os níveis da Educação Básica. Confira.

 

Vera Cruz divulga programação de extensão universitária para o 1º semestre de 2020

Política de descontos progressivos beneficia profissionais que buscam aprimoramento no trabalho em sala de aula e na gestão escolar


O Instituto Vera Cruz, braço de ensino superior da Escola Vera Cruz, está com inscrições abertas para a programação de extensão universitária do 1º semestre. Ao todo, estão previstos 15 cursos e oficinas que englobam os mais variados temas, em todos os níveis da Educação Básica.

“Buscamos contemplar, por meio da seleção de atividades, temas diversificados, contemporâneos e de relevância social que estejam em consonância com a escola atual”, explica Regina Scarpa, diretora pedagógica do Vera Cruz. 

O aprendizado da Matemática, a presença do negro na literatura brasileira e a convivência ética na escola são apenas alguns dos temas propostos na programação, que pode ser conferida na íntegra em: https://site.veracruz.edu.br/instituto/extensao/.

Neste semestre, o Instituto oferece descontos progressivos que beneficiam os profissionais que se inscreverem em mais de um curso ou oficina: 15% (duas atividades), 20% (três atividades), 25% (quatro atividades) e 30% (cinco ou mais atividades).

As atividades acontecem na sede do Instituto, na Vila Leopoldina, e os participantes recebem certificado de nível superior.

 

Serviço

Instituto Vera Cruz | Centro de Estudos Educacionais (Cevec) - Programa de extensão

Programação: www.veracruz.edu.br/instituto/extensao

Endereço: Rua Baumann, 73 – Vila Leopoldina

Telefone: (11) 3838-5992

 

Sobre o Instituto Vera Cruz

Credenciado pelo MEC, o Instituto Vera Cruz oferece formação de nível superior para profissionais e estudantes da área de Educação. Seu curso de graduação em Pedagogia e os de pós-graduação (Alfabetização, Relações Interpessoais na Escola, Didática da Matemática, Literatura para Crianças e Jovens e Educação e Desenvolvimento na Primeira Infância) têm metodologia que integra teoria e prática, com oficinas, práticas de leitura e escrita, seminários, debates e estágios supervisionados.

 

por Escola Viva

Nos próximos dias 16, 17 e 18, pais de alunos da Escola Viva, em São Paulo, se reúnem para troca de peças de uniformes e livros. A campanha batizada de Reviva é realizada desde 2010 com o objetivo de colaborar para que as famílias possam oferecer os uniformes (em boas condições) que seus filhos não usarão mais e receber os cedidos por outras famílias.

As regras de funcionamento do projeto foram pensadas em conjunto entre escola e famílias participantes, e a organização do processo é feita com a colaboração de voluntários. O sistema adotado é o de autoatendimento: cada família distribui os uniformes que vai doar em uma mesa, respeitando a classificação e a organização propostas pelo comitê organizador. Em seguida, escolhe as peças que precisa para o próximo ano, conforme a disponibilidade.

“O Reviva surgiu com uma perspectiva de reaproveitar de um ano para outro tanto uniformes quanto livros didáticos. Em uma parceria com as famílias, conseguimos dar um sentido maior para as relações de consumo e trazer a questão da sustentabilidade para o dia a dia da comunidade escolar”, explica Sonia Tokitaka, coordenadora de sustentabilidade da escola.

Vale destacar que a quantidade retirada por cada doador depende da disponibilidade de uniformes nos vários tamanhos e não do número de peças que doar. Qualquer peça do uniforme oficial da escola pode compor a mesa de trocas, contanto que esteja em bom estado de conservação, lavada e com o logotipo preservado. Além de uniformes, são feitas as trocas de livros didáticos e paradidáticos.

Para o sucesso do Reviva, a participação de todos é fundamental - famílias e Escola reforçam os cuidados com a conservação e estimulam a adesão ao projeto. Os uniformes e livros coletados, que não são reaproveitados na Escola Viva, são encaminhados a instituições sociais.

Escola Viva (www.escolaviva.com.br) – Fundada há 45 anos, na Vila Olímpia (SP), a Escola Viva é referência na formação de alunos com autonomia para construir suas próprias trajetórias. Enquanto os ensinos Infantil e Fundamental prezam pela formação integral e pelo desenvolvimento dos aspectos socioafetivos, o Ensino Médio promove a continuidade desse processo ao se aliar com práticas multidisciplinares que envolvem desde empreendedorismo até responsabilidade socioambiental, formando jovens preparados para os desafios do século XXI.

O Colégio Uirapuru finalizou o ano letivo comemorando os resultados obtidos por seus alunos na mais recente Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Em meio a 18 milhões de candidatos na primeira fase, dois alunos do Colégio conquistaram a medalha de bronze na competição nacional entre escolas públicas e particulares: Eduardo Daiti Scholtens, do 9º ano do Ensino Fundamental, e Matheus Spinardi, do 3º ano do Ensino Médio. 

Como auxílio na preparação dos alunos, o Colégio oferece aulas especiais com foco nas Olimpíadas no período da tarde para os alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Desde o começo do ano os estudantes também são incentivados a participar dessa experiência, que vai além da sala de aula. “Os alunos desenvolvem uma visão diferenciada para os problemas e aprendem a analisá-los de vários ângulos, o que não se restringe só à matemática. Isso eles vão levar para a vida inteira”, comenta o professor de matemática Eric Pizzini Bernardo. 

Segundo o professor esse é o resultado de um ano de estudos e dedicação dos alunos, “mas o mais importante não é a medalha, ela é uma consequência do trabalho. O fundamental é que eles acompanhem as aulas e desenvolvam o gosto pela matemática”, completa Bernardo. 

Além da OBMEP, o Colégio Uirapuru também participou de outras três grandes Olimpíadas: Olimpíada de Matemática da Unicamp (OMU), Olimpíada Paulista de Matemática (OPM) e Canguru de Matemática – competição internacional. Todas elas com ótimos resultados. Foram duas medalhas na OMU, um finalista na OPM e 35 medalhas na Canguru. 

Os medalhistas da OBMEP terão a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), que coloca os alunos em contato com conteúdos de matemática que não são vistos em sala de aula, permitindo-lhes ampliar o conhecimento científico e abrir caminho para um futuro profissional e acadêmico mais promissor. 

Imagem: Victority/iStock.com

por Colégio Oswald de Andrade

A necessidade de criar momentos em que os aprendizados adquiridos por nossos estudantes sejam compartilhados está conectada a um projeto pedagógico que privilegia o aprendizado por meio de processos colaborativos. Trabalhando juntos, durante todo o ano, os diversos agrupamentos (turmas, séries ou grupos multisseriados) que levam suas produções às instâncias de compartilhamento com a comunidade vivenciam um trabalho pesquisa e produção autoral que culmina nas Mostras Culturais do Oswald, realizadas em três de nossas unidades.

O Coordenador de Projetos e Produção Cultural do Oswald, Marcel Hamed explica que, mesmo se tratando de eventos distintos, existe uma sintonia entre os projetos que dão o tom ao contexto geral da Mostra Cultural oswaldiana. “A unificação dos eventos se dá nas práticas pedagógicas que compõem o processo, baseadas em nossos pilares, e também por fios condutores que dão um tom único do Oswald às mostras, mas respeitando as especificidades de cada uma de nossas unidades”, explica Marcel. 

Todos os trabalhos são desenvolvidos com base em projetos de série, em discussões realizadas em sala de aula, a partir de leituras realizadas durante o ano letivo, nas atividades dos Estudos do Meio, ou, ainda, nascem a partir de uma variedade de processos que encontram eco no grupo. No momento em que os temas são definidos em cada unidade e a Direção e Coordenação Pedagógica dão início aos trabalhos específicos para a Mostra, contando com professores especialistas e com a Coordenação de Projetos e Produção Cultural, cada uma destas práticas ganha nova vida e caminha para sua culminância.

Com temas e trabalhos sugeridos em mãos, a equipe realiza uma curadoria e criam os percursos para cada mostra. Matérias, instalações, expografia, interatividade e muitos outros temas entram em diálogo para significar o percurso de aprendizagem dos alunos em um momento tão importante de compartilhamento com a comunidade escolar.

Confira, a seguir, os detalhes de nossas Mostras Culturais de 2019 e saiba por que elas são um marco para a vivência de nossos alunos e familiares:

‘Diálogos’, na Unidade Girassol

Além de ser um de nossos maiores eventos, a Mostra Cultural da Unidade Girassol foi também a primeira a ser realizada em 2019. Com o tema ‘Diálogos’, a mostra envolveu as turmas de G5 da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental I. 

Quem esteve na Unidade Girassol pôde participar de vivências, além de acompanhar muitas atividades expositivas e interativas pensadas pelos alunos. “A Mostra da Girassol envolve muitos elementos em sua concepção. Coordenação, alunos, professores e outros departamentos, como Comunicação e TE, estão diretamente envolvidos em todo o processo”, explica Marcel. 

Os temas pesquisados pelos estudantes neste ano tocaram debates importantes da sociedade, como racismo, resistência, produção de lixo, aquecimento global, territorialidades e muitos outros. Com isso, tivemos um evento diverso, que atraiu toda a comunidade oswaldiana, incluindo ex-alunos, que fizeram questão de prestigiar a Mostra.

‘Olhar através’, na Unidade Madalena

Inaugurada neste ano, a Unidade Madalena recebeu sua primeira Mostra Cultural em 2019! Com o título ‘Olhar através’, o evento convidou as famílias da Educação Infantil, que participaram ativamente das atividades propostas junto com seus filhos, desenvolvendo novos olhares.

O envolvimento das crianças pôde ser notado na apresentação de seus trabalhos, reunidos em espaços temáticos que propunham um conjunto de garatujas, colagens, esculturas, instalações, imagens e outras produções organizadas por frestas e janelas, cores vermelha e verde, água, luz, transparência e, até mesmo, mistério!

“Essa Mostra não foi pensada para ser apenas expositiva, mas sim vivencial, o que permitiu aos visitantes um real envolvimento com os projetos e interação com as crianças”, contextualiza Marcel.

‘(Re)Leituras de Mundo’, na Unidade Cerro Corá 

Com o tema ‘Re(Leituras de Mundo)’ a Mostra Cultural da Unidade Cerro Corá teve seu processo de desenvolvimento baseado na curadoria de projetos realizados durante o ano letivo. Com atividades expositivas e dialogadas, a mostra proporcionou uma super interação entre os alunos e a equipe.

Além de permitir aos alunos uma participação muito ativa durante todo o processo de seu desenvolvimento, a Mostra da Cerro Corá é conhecida por recriar espaços, o que chamamos de mapa expográfico, que consiste na concepção do que será apresentado dentro do espaço escola, criando novos “lugares”.

Existe também um planejamento muito grande, iniciado ainda em reuniões de série. “Quem visitou a Mostra sabe que recriamos uma caverna aqui dentro da escola, e isso começou quando a coordenação trocou a viagem de Estudo do Meio de São Luiz do Paraitinga para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). E, de lá, surgiu a ideia de construir a réplica de uma caverna, o que permitiu que os alunos trabalhassem proporções e outros conteúdos”, define Marcel.

 Confira como foram as Mostras Culturais do Oswald na galeria de fotos.

por Escola Viva

Com a chegada do fim do ano, é comum as escolas avaliarem o desempenho de seus estudantes. Aqueles que não alcançam os requisitos mínimos para avançar para a próxima série, precisam encarar a reprovação. Quando o assunto é repetência, muitas vezes familiares e escola reagem à procura de um “culpado”. Na maioria dos casos, porém, não existe um único responsável pela retenção do aluno: família, escola e o próprio estudante precisam trabalhar juntos para entenderem seus erros e acertos.

Em relação ao papel da escola, a diretora da Escola Viva, Sílvia Kawassaki, explica a importância de se avaliar com cautela esse momento tão crucial: “O que significa repetir? Isso não é resolvido de maneira descuidada e automática. É preciso pensar no impacto dessa repetência, na autoestima e vida do aluno”. Silvia alerta ainda que as consequências de uma reprovação podem piorar a situação do estudante, por isso, é muito importante que professores e coordenadores analisem cada caso individualmente. 

Normalmente, uma reprovação acontece quando o aluno não se apropriou minimamente de conceitos relevantes e que muitas vezes são pré-requisitos para a sequência dos estudos. “Se acontece apenas em uma disciplina, isso vai ser objeto de trabalho no ano seguinte, não é caso do aluno reprovar. Mas às vezes isso acontece em cinco, seis disciplinas, então apesar das tentativas que a escola fez de dar apoio ao aluno ao longo do ano letivo, é preciso refazer a série”, explica Francisco Ferreira, assessor de currículo, documentação e idiomas da Escola Viva.

Para evitar a reprovação de seus estudantes, a Escola Viva, localizada na Vila Olímpia/SP, irá instituir em 2020 aulas de reforço ao longo de todo ano letivo. A ideia é que caso o professor identifique uma dificuldade em algum aluno, ele o convide para essas aulas, independente das notas de provas. “Não necessariamente o aluno vai ser convocado a participar se ele somente tiver uma nota abaixo da média. O professor pode convidar esse aluno dependendo da situação, desde que entenda que ele está enfrentando alguma dificuldade e vai se beneficiar desse processo”, comenta Francisco.

Esse sistema mais proativo não depende da nota necessariamente e é mantido ao longo do ano. Francisco defende que o principal ganho com a atividade é fazer com que o aluno aprenda a lidar com suas dificuldades. “É uma orientação para o sucesso do estudante no processo de aprendizagem”, comenta. Esse método orienta no entendimento de seus erros e acertos, ajudando a evitar uma possível reprovação ao final do ano letivo. 

Escola Viva (www.escolaviva.com.br) – Fundada há 45 anos, na Vila Olímpia (SP), a Escola Viva é referência na formação de alunos com autonomia para construir suas próprias trajetórias. Enquanto os ensinos Infantil e Fundamental prezam pela formação integral e pelo desenvolvimento dos aspectos socioafetivos, o Ensino Médio promove a continuidade desse processo ao se aliar com práticas multidisciplinares que envolvem desde empreendedorismo até responsabilidade socioambiental, formando jovens preparados para os desafios do século XXI.

O Colégio Oswald de Andrade irá realizar a 2ª edição do Desafio Matemático Colaborativo. Alunos do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, matriculados em qualquer instituição de ensino, puderam se inscrever para o desafio que ocorrerá no próximo dia 23/10 às 14h.

A primeira edição foi realizada em 2018 e contou com mais de 100 participantes. A ideia surgiu com a intenção de reforçar o interesse pelas ciências exatas e abordar a matéria de um jeito criativo e instigante, mostrando que o Oswald não valoriza apenas produções artísticas e literárias, mas o conhecimento como um todo. 

As equipes, formadas por três alunos, são divididas em quatro categorias diferentes, de acordo com o nível de conhecimento de cada uma. Os alunos devem responder a dez questões de múltipla escolha e a uma questão dissertativa.

As equipes vencedoras receberão um vale presentes da Livraria da Vila e ingressos para o Escape Hotel.

 

Imagem: Antonio_Diaz/iStock.com