Temas Pedagógicos

Temas Pedagógicos (8)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quarta-feira (12/9) que os pais não podem educar seus filhos em casa. A argumentação principal, apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, é que não há legislação que regulamente o ensino domiciliar. 

O VI Encontro do Grupo de Discussão sobre Ciências na Educação Básica acontece no dia 21 de maio, no Colégio Bandeirantes, das 19h às 21h. O Encontro terá apresentações e debates sobre a nova versão da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) para o Ensino Médio, com destaque para a área de ciências da natureza. O evento também contará com a presença de pesquisadores do programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências da USP, além de Ricardo Rechi, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, e outros profissionais da área de educação que participaram da elaboração da 3ª versão da BNCC. O Colégio Bandeirantes fica na Rua Estela, nº 268, Paraíso – São Paulo. 

Os interessados devem se inscrever aqui até o dia 11 de maio. Participe!

Imagem: Rawpixel

 

Um grupo de educadores de algumas das principais escolas particulares de São Paulo tem promovido encontros para discutir Ciências na Educação Básica. O grupo surgiu da necessidade de debater um dos principais desafios da educação na atualidade: acompanhar as mudanças pelas quais o mundo passa.

Integram esse grupo algumas escolas associadas à Abepar, como See-Saw Panamby, Colégio Bandeirantes, Escola Móbile, Escola Lourenço Castanho e Colégio Pentágono, além de outras instituições de São Paulo e região.

Com o objetivo de fortalecer o ensino, compartilhar experiências e servir de inspiração para as políticas e práticas públicas para o Ensino de Ciências no Brasil, os educadores já se reuniram quatro vezes ao longo de 2017.

O próximo encontro, o último do ano, acontece no dia 13 de dezembro, das 19h às 21h, no Insper, que fica na Rua Quatá, 300, Vila Olímpia, em São Paulo. Educadores interessados na temática estão convidados a fazer parte do grupo e participar dos encontros.

O encontro contará com as presenças da professora Carolina da Costa, vice-presidente de graduação do Insper, e da educadora Guiomar Namo de Mello, diretora da EBRAP, a Escola Brasileira de Professores, empresa dedicada à promoção de estudos, iniciativas e projetos na área de educação inicial e continuada.

Para confirmar presença, basta preencher o formulário em https://goo.gl/fyQift até 8 de dezembro.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) divulgou, no dia 19 de abril, o terceiro volume do PISA 2015 – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que tem como foco o bem-estar dos estudantes. Foram entrevistados jovens de 15 anos de diversos países.

A aprovação da Reforma do Ensino Médio pelo Congresso representa o fim de um modelo fracassado. Os números do PISA e do Enem permitiram ver o que está por dentro das salas de aula: alunos desmotivados, que pouco aprendem e que, por isso, muitas vezes abandonam o curso no meio do caminho.

Para comemorar os 20 anos do seu Ensino Médio, a Escola Vera Cruz promove, no dia 19 de novembro, das 9h30 às 12h30, o seminário “A identidade do Ensino Médio em debate”.

O debate será focado nos desafios enfrentados pelo Ensino Médio no Brasil, como a identidade e o currículo, a questão da trajetória única, o número de disciplinas e as demandas das juventudes. Serão apresentados olhares de diferentes públicos para esses desafios, resultado de pesquisas e rodas de conversa com alunos, professores e diretores escolares, gestores estaduais, organizações não governamentais e especialistas no tema, além de breves relatos de experiências internacionais sobre como outros países têm enfrentado tais questões e a avaliação de possíveis alternativas para o atual cenário brasileiro.

Para enriquecer o debate, estarão presentes o profº Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, professor titular de Ética e Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Conselho de Ética da USP e da Aliança Francesa de São Paulo; e a profª Lara Simielli, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE/USP) e pesquisadora associada ao Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (Cepesp/FGV).

O seminário será realizado no auditório do prédio dos Correios localizado na Rua Mergenthaler, 592, Vila Leopoldina, em São Paulo. O evento é gratuito.


Associadas Abepar

As escolas associadas à Abepar poderão inscrever dois representantes para participar do evento. Os nomes completos dos dois participantes deverão ser enviados por e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 11 de novembro.

Confira aqui o banner de divulgação do evento com mais informações.

 

 

 

(Fotos: Gustavo Morita)


“O Brasil está infinitamente atrasado no seu conceito de currículo. Países bem-sucedidos nos índices de educação aboliram a rígida divisão disciplinar”. A declaração foi feita por Maria Inês Fini, presidente do Inep, órgão do MEC responsável pela aplicação do exame, durante o Painel Abepar – Avaliação e Novo Modelo de Ensino Médio, realizado no dia 21 de outubro no auditório do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

O evento, que contou ainda com a presença do secretário-adjunto da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Francisco José Carbonari, e de Fernando Leme do Prado, especialista em educação profissional, foi organizado pela Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) e atraiu cerca de 150 participantes entre mantenedores, diretores, coordenadores e professores de escolas particulares.

O evento trouxe a debate a reformulação do Ensino Médio, proposta pela Medida Provisória 476/2016, e os processos de avaliação de ensino – principalmente a atual estrutura do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e as expectativas de mudanças da prova.


Novo modelo de Ensino Médio

Sobre a MP, Francisco Carbonari (foto à esquerda)  vê o debate como algo positivo, mas alertou quanto à polarização das discussões.

“A polarização existente no Brasil interfere na qualidade dessas discussões”, disse o secretário-adjunto. “Não se trata de ser a favor ou contra a MP. A necessidade e a importância dessas mudanças deveriam abrir caminho para o debate público. E diversos estudos sobre a qualidade do ensino médio no Brasil hoje apontam para uma mesma direção: temos que mudar”.

Para o secretário, o “engessamento” do atual currículo é um dos fatores que levam aos baixos resultados no campo pedagógico. “O ensino médio não pode mais ser o mesmo para todas as escolas e todos os alunos”, declarou.

“Há estudantes que projetam ingressar em uma universidade, mas não podemos ignorar, por exemplo, a vontade dos jovens que querem fazer um curso profissionalizante, o que também é uma necessidade do mercado”, afirmou o secretário, citando proposta da Medida Provisória que permite o oferecimento de curso profissionalizante no currículo de ensino médio.

Questionada pela Abepar sobre a Medida Provisória, Maria Inês vê a proposta de mudança com otimismo. “A escola pública vai ter a oportunidade de se reorganizar com base muito mais na vocação dos alunos ou nas oportunidades regionais do que seguindo um currículo engessado, padronizado para todos", opinou a educadora. "Quanto ao sistema privado, espero que as escolas particulares usem e abusem dos recursos que têm para oferecer uma educação de qualidade”.

 
Reformulação do Enem


Assim como o ensino médio, o Enem também deve mudar. Em sua apresentação, a educadora reconheceu a importância dos resultados do Enem, utilizados hoje como principal método de ingresso às universidades públicas pelo Sisu, na oferta de bolsas de estudo pelo ProUni e também no financiamento universitário pelo Fies. (Foto: Maria Inês Fini, presidente do Inep)

Para a educadora, no entanto, a megaoperação que envolve a aplicação do Enem é “impossível de se manter”. 

“O Enem hoje custa cerca de R$ 800 milhões para a Educação e uma grande mobilização das forças do país para garantir a tranquilidade dos estudantes que fazem a prova. Toda essa operação está sendo revista”, declarou a presidente do Inep. “Queremos uma prova mais barata, que seja realizada em um dia, igualmente eficiente e que não tire dos candidatos os benefícios e as oportunidades que hoje lhe trazem”.

A presidente do Inep também se colocou à disposição para voltar a conversar com os educadores sobre a nova prova quando ela for divulgada. “Firmo o meu compromisso em voltar para explicar a todos como será a nova prova com detalhes, e prometo que vou lutar incansavelmente para abolir o ranking de escolas do atual Enem, que é injusto e inadequado”, garantiu a educadora sob aplausos do público. Outra promessa da presidente do Inep foi agilizar a entrega dos microdados do Enem, que contém informações sobre o desempenho dos alunos. Atualmente, a demora entre a aplicação das provas e a entrega dos resultados às escolas é de um ano.

“O que as escolas podem esperar do ‘novo Enem’ é: nenhum tipo de agressividade, nada de grandes transformações, nenhum conteúdo diferente do que se vem ensinando aos alunos, mas uma maneira diferenciada de avaliar, com extremo respeito à estrutura de pensamento dos alunos e com tudo aquilo que vem sendo praticado nas melhores escolas”, disse Maria Inês, que garantiu que as mudanças da prova “estão totalmente de acordo com o que propõe a MP”. A expectativa é que o novo modelo de Enem seja apresentado em 2017.


Avaliação do Painel


Mauro Aguiar (foto), presidente da Abepar e diretor do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, avaliou o evento positivamente. “Acho fundamental um evento como esse, em que educadores discutem com as autoridades, mostrando a realidade do chão da sala de aula. Isso é muito importante. Precisamos de muitos eventos como esse”, disse.

Mesmo no aguardo da definição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vai orientar os conteúdos a serem ensinados no Ensino Médio, Arthur Fonseca, diretor da Abepar e do Colégio Uirapuru, de Sorocaba, acredita que esse seja “o momento de as escolas reunirem suas equipes para começar a repensar esse modelo de ensino médio, que não tem uma vertente só”.

Quanto ao Painel, o diretor avalia que o evento cumpriu sua tarefa. “O evento trouxe a reflexão dessa proposta de mudança do ensino médio, a partir da MP, pensando num quadro não só das nossas escolas, mas da educação do Brasil”, disse. “As falas do Carbonari e da Maria Inês suscitaram bem essa discussão”.


 

 

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que vem inquietando a comunidade educacional e produzindo desconforto junto a professores, coordenadores e mantenedores de escolas. Pretende esta iniciativa evitar a “partidarização” do ensino, proibindo por decreto que professores atuem na sala de aula como “doutrinadores políticos e ideológicos”.

A “partidarização do ensino” – entendida assim em sentido absoluto, como aparece formulada no projeto – é, foi e sempre será um desvirtuamento da atividade docente. Com a saudável intenção de combater essa prática, que nenhum educador defende, o legislador termina por validar regras que poderiam cercear e até inviabilizar o trabalho pedagógico.

É preciso levar em conta que a ação pedagógica se dá por meio de um delicado equilíbrio de forças, de pesos e contrapesos, envolvendo professores, alunos, famílias, escolas e sociedade. O diálogo franco e aberto é sempre o melhor recurso para a correção de eventuais desvios. E é assim que fazemos em nossas escolas.

Os educadores comprometidos com os seus alunos recusam qualquer tipo de doutrinação política, ideológica, cultural, religiosa ou comportamental. Sabem eles que o papel da escola e do professor é sempre o de contribuir para a autonomia intelectual e existencial do aluno – o que pressupõe acesso amplo e sem restrições a um conjunto diversificado de teorias políticas, culturais, sociais, científicas e econômicas.

Bons professores nunca são “doutrinadores”. Os melhores docentes são aqueles que se revelam capazes de mobilizar a inteligência do aluno, levando-o a refletir e a compreender a excepcional complexidade dos fenômenos históricos, políticos, sociais, culturais e científicos. E esses bons professores estão espalhados pelo Brasil. Muitos deles estão reunidos em instituições ligadas à Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares).

A democracia é o valor maior que professamos, o que implica ampla aceitação das diferenças políticas, ideológicas, religiosas ou culturais. Acreditamos, assim, na pluralidade política e ideológica da sociedade brasileira. Entendemos, por isso, que iniciativas que visam interferir na sala de aula, ainda que bem-intencionadas, podem contribuir muito mais para punir a diversidade, o pensamento livre e a fomentar a exclusão do que a limitar a partidarização.

Por tudo isso, por tudo o que vivenciamos em nossa rotina de trabalho, confiamos plenamente no diálogo com toda a comunidade escolar para superar eventuais desvios. Atuamos lado a lado com nossos professores e coordenadores buscando estimular cada vez mais o senso crítico de nossos alunos em relação às mais diversas tendências, correntes, partidos, crenças e ideologias.

Acreditamos falar em nome de muitos educadores, gestores, mantenedores, professores e de tantos outros que militam na área ao propor aos membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as instâncias, aos integrantes do Ministério Público, um diálogo franco e aberto com a comunidade escolar.

A Abepar, que reúne a escola particular, estará sempre pronta a participar de todas as iniciativas que visem aprimorar a educação em nosso país. Estamos dispostos a oferecer nossos melhores talentos para que esse diálogo com as instituições seja o mais profícuo possível. Se isso de fato acontecer, estaremos nos credenciando coletivamente para superar o atraso que ainda se verifica na qualidade da educação em nosso país.