Gestão Escolar

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Democracia e solução de conflitos

Democracia e solução de conflitos (8)

Tudo o que acontece na vida social reflete-se na escola. É o caso do acirramento de conflitos envolvendo diferentes posições sobre a conjuntura política nacional. Como educadores, somos responsáveis por criar na escola um ambiente favorável à livre expressão de opiniões, análises e pontos de vista sobre os mais diversos temas, inclusive sobre política nacional.

Reunimos na Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares) instituições de reconhecida qualidade, porém com valores e projetos pedagógicos singulares. Acima de eventuais diferenças, compartilhamos princípios e ideais comuns. Um deles é, certamente, a defesa da democracia, da livre manifestação de ideias e do respeito a quem pensa diferente de nós. 

Esta é talvez a maior virtude da democracia – a aceitação natural do dissenso. Se somos democráticos é porque aceitamos, por princípio, que somos diferentes. Daí a natural alternância de poder. Quem ocupa hoje o governo estará um dia na oposição e vice-versa.

Mais do que respeitar a liberdade, fazemos dela um valor que compartilhamos com nossos alunos e com nossas comunidades. E liberdade é, essencialmente, a liberdade de quem pensa diferente de nós. Por tudo isso, estimulamos desde sempre os nossos alunos a expressar com serenidade as suas ideias, pensamentos e análises, procurando em cada caso qualificá-las e embasá-las com argumentos sólidos, sem prejuízo do respeito às posições contrárias.

Queremos que não prospere entre eles a mera briga de torcidas. Não basta dizer sim ou não. É preciso buscar argumentos que justifiquem as diferentes análises sobre qualquer assunto. É assim que crescemos como seres humanos e como sociedade.

É preciso ter em mente ainda que as eventuais maiorias são fluídas no regime democrático. São formadas e desfeitas ao sabor de inúmeros fatores e circunstâncias. Mesmo quem hoje é maioria precisa limitar a sua atuação pelo estrito respeito às minorias. A soberania popular, sobre a qual se assenta a democracia representativa, deve ser exercida dentro de limites que precisam levar em conta o respeito às minorias. 

Estamos seguros de que haveremos de superar as animosidades do presente, pois a democracia é um regime propício à solução de conflitos. Mesmo diante de posturas aparentemente irreconciliáveis, a estrutura de poder vigente no país oferece a solução, que é a Justiça, que cumpre exatamente esse papel. Quando as partes não chegam a um acordo, a Justiça é o caminho que pode conduzir à superação do impasse. 

Nesse capítulo importante da vida nacional, uma de nossas mais importantes contribuições à sociedade é difundir esses valores e princípios próprios à democracia e ao Estado de Direito, ajudando a formar aqueles que serão os protagonistas do futuro, que esperamos mais justo, democrático e solidário. 

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Pioneira no ensino bilíngue, a See-Saw Panamby Bilingual School, localizada na zona Sul de São Paulo, vem encarando nos últimos dias um novo desafio. Associada à Abepar, a escola deu início na quinta-feira (19/3) às aulas não-presenciais para todos os níveis, seguindo diretrizes anunciadas por autoridades sanitárias de interrupção das aulas como medida de prevenção contra o novo coronavírus. 

Tal cenário de incerteza não tem alarmado a equipe pedagógica da escola, que lança mão da criatividade e de ferramentas digitais para dar continuidade às atividades. Para o diretor Cesar Pazinatto, o engajamento do corpo docente frente a este cenário tem feito toda a diferença. “Preparar as aulas já exige muito dos professores em situações normais, e este momento, que tem sido desafiador para todos, incitou ainda mais a dedicação e a cooperação entre nós”, aponta o diretor.

Compartilhamento de saberes 

As atividades digitais já faziam parte da rotina dos alunos do Fundamental 2 e Ensino Médio mesmo antes do momento atual. Alunos e professores já dominavam as ferramentas, que eram utilizadas com frequência nos projetos escolares. Alguns dos recursos digitais interativos utilizados pela escola são: a plataforma educacional EdModo, livros digitais Essia, a de notícias Guten e a plataforma WorldEd. As ferramentas Zoom, de reuniões online, e Teams, da Microsoft, vêm agora para somar ao trabalho pedagógico.

A experiência dos professores e alunos contribuiu para que toda a equipe docente pudesse transformar suas aulas para o online. “Como não trabalhávamos essas plataformas na Educação Infantil e nos primeiros anos do Fundamental 1, foi imprescindível a colaboração entre professores para que pudéssemos continuar com os projetos desses níveis de forma remota”, conta Pazinatto. 

“A equipe de professores da Educação Infantil recebeu um treinamento específico dado pela Coordenação do Fundamental 2 e Médio e logo colocaram em prática o que aprenderam”, conta o diretor.

A comunicação com as famílias da Educação Infantil sobre os próximos passos logo foi estabelecida. Mensagens foram enviadas aos pais com o detalhamento das atividades trabalhadas presencialmente até ali e o que seria feito de forma remota. 

As famílias passaram, então, a receber instruções sobre como utilizar as plataformas digitais – como a EdModo – para acessar os vídeos e as propostas de brincadeiras e atividades a serem feitas com as crianças.

Segundo a coordenadora da Educação Infantil, Érica Santos, as ações para o ambiente digital já estão estruturadas. “O planejamento semanal para a Educação Infantil leva em consideração os materiais disponíveis nas casas das famílias e as possibilidades que o ambiente proporciona”, diz Érica. 

“No online, teremos também atividades que fazíamos em sala de aula como cantar músicas, rodas de conversa, contação de histórias e brincadeiras que envolvem diferentes áreas como arte e matemática”, relata a coordenadora. “Todo esse planejamento é pautado no projeto pedagógico de cada grupo para que não haja prejuízos ao trabalho que deve ser desenvolvido com as crianças”. 

Em contrapartida, a participação das famílias neste período é visto pela coordenadora como fundamental. “Os pais terão que se envolver, ler para as crianças, brincar, ajudá-las neste momento”, diz. “Estamos dando todo o suporte nesse sentido. Inclusive já tivemos retorno das famílias, que enviaram fotos dos desenhos e brincadeiras realizadas em casa, mostrando que estão praticando as atividades com as crianças”.

Adaptação e ação

De acordo com Cesar Pazinatto, a resposta da escola às necessidades que logo se impuseram foi imediata. “Toda a equipe pedagógica enxergou, desde o princípio, a importância de adaptar totalmente as aulas ao ambiente digital para não deixar de oferecer a educação de qualidade que é dada na escola presencialmente”, declara Pazinatto. 

“O resultado tem sido muito satisfatório para alunos e famílias, que também têm sido compreensivas com essa realidade. Quanto à equipe pedagógica, também tem sido um aprendizado único. Situações como esta mostram a nossa própria capacidade de reinventar. Com certeza a educação e os educadores sairão dessa crise muito diferentes”. 

 

Imagem: metamorworks/iStock.com

A interrupção das aulas em decorrência de decisões das autoridades sanitárias para combater a disseminação da Covid-19, ocorrida no final de março, fez com que as escolas associadas à Abepar dessem início a uma série de atividades pedagógicas não-presenciais. Professores, coordenadores, alunos e famílias passaram a trabalhar com ferramentas e plataformas digitais para dar continuidade às atividades presenciais, feitas no ambiente escolar.

As escolas iniciaram então intensa troca de experiência e de informações entre si, num processo que vem produzindo resultados positivos para todas elas e, principalmente, para os alunos. Para dar conta dessa dinâmica e expor as experiências de todas as escolas associadas, a Abepar inicia agora uma série de reportagens com todas as escolas ligadas à entidade.

Todas as instituições serão ouvidas e suas experiências reportadas e publicadas no site da Abepar, nas redes sociais e encaminhadas aos meios de comunicação. Acompanhe!

 

Imagem: Igor Kutyaev/iStock.com

O confinamento imposto pela disseminação do novo coronavírus no Brasil levou ao fechamento das escolas, que buscam alternativas para não parar o processo pedagógico com os alunos. No Colégio Uirapuru, em Sorocaba (SP), que atende do Berçário ao Ensino Médio e é associado à Abepar, os alunos estão tendo atividades não-presenciais propostas pela escola.

Toda a equipe pedagógica do Colégio está agora profundamente dedicada a elaborar atividades para que os alunos possam, em casa, dar continuidade a conteúdos que começaram a ser estudados em sala de aula e ainda aprender conteúdos novos. 

“Está sendo um grande desafio para todos nós, pois temos de reinventar a forma de ensinar”, conta Daniela Almenara, coordenadora pedagógica do Ensino Médio no Uirapuru. “Mas, graças à união e ao empenho da equipe e à participação das famílias e dos alunos, estamos trilhando um bom caminho, inclusive com feedback positivo”.

O Colégio Uirapuru tem utilizado como base a plataforma Google para as atividades não-presenciais, além de algumas outras plataformas que auxiliam em determinados conteúdos e disciplinas. “Como já temos o Google for Education na escola, optamos por utilizar esta plataforma, que tem o que precisamos e os alunos já estão familiarizados”, destaca Maura Bolfer, coordenadora geral.

Berçário

As atividades propostas aos alunos do Berçário são, claro, direcionadas aos responsáveis. “Para essa faixa etária, enviamos às famílias orientações mais aprofundadas em relação ao trabalho que é desenvolvido na escola, à rotina dos bebês quando estão conosco”, explica Maura Bolfer. “Além disso, mostramos alguns tipos de estímulos que podem ser feitos para ajudar no desenvolvimento da criança, inclusive com a seleção de links que os pais podem acessar para cantar para os pequenos, por exemplo. A ideia é dar às famílias todo o apoio nesta nova rotina dos bebês em casa”.

Educação Infantil e Fundamental 1

Para os alunos da Educação Infantil, a escola disponibiliza atividades diárias e também orientações para os responsáveis que farão a mediação. “As propostas seguem o que as crianças estão acostumadas a fazer na escola. São brincadeiras e vivências que precisam ser realizadas sempre com a assistência de um adulto”, conta Maura Bolfer. 

Em tempos normais, todas as atividades são registradas pelas professoras e o relatório completo com o desenvolvimento do aluno é apresentado às famílias em reuniões. “Neste momento, as próprias famílias estão fazendo o registro e enviando às professoras, inclusive com fotos e vídeos”, completa a coordenadora geral.

Nos primeiros anos no Ensino Fundamental 1, os alunos ainda contam com o apoio de um adulto para desenvolver as atividades. Mais uma vez, as propostas seguem o que é feito na escola, com momentos de brincadeiras, vivências e também o conteúdo adequado à faixa etária, inclusive a continuação da alfabetização – que já havia começado em sala de aula. 

No 4° e 5° anos, os alunos já têm blocos de aulas, com explicação do conteúdo, vídeos e propostas de atividades. 

Da Educação Infantil ao Ensino Fundamental 1, as atividades ficam disponíveis das 7h30 às 19h30, mas com a recomendação de que, preferencialmente, as famílias se organizem para realizá-las no horário regular de aula, mantendo assim uma rotina mais próxima da realidade. “Como são alunos ainda pequenos e, muitas vezes, dependem de um adulto para realizar as atividades, optamos por não limitar o horário para facilitar a adaptação da família”, ressalta Maura.

Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio

A partir do Fundamental 2, os alunos mantêm, no ambiente virtual, a rotina de horário de aulas que tinham nas aulas presenciais. Todos os dias, a partir das 7h30, os alunos têm encontros ao vivo e online com os professores, que explicam o conteúdo e propõem atividades para serem desenvolvidas no período da aula. E o professor fica o tempo todo à disposição para tirar dúvidas e auxiliar no que for preciso.

No período da tarde, ainda há algumas tarefas para serem feitas. “A escola não é só o momento das aulas”, lembra Maura. “Por isso, neste período de quarentena, procuramos estruturar uma rotina o mais próximo possível do que os alunos têm quando vêm à escola”.

Participação das famílias e dos alunos

Neste processo, a participação dos alunos tem sido muito importante. “Como eles entendem muito mais dessas tecnologias que nós, eles estão nos ajudando muito, com sugestões e dicas”, conta Daniela Almenara. “Todos os alunos estão muito receptivos e participativos. Está sendo uma interação muito bacana!”.

As famílias também estão muito presentes neste momento. “Este novo formato de aulas está nos dando a oportunidade de estar ainda mais próximos das famílias, especialmente de Fund 2 e Médio que, em geral, têm menos contato com a escola”, lembra Almenara. “Temos pais que passam atrás dos filhos que estão participando de aulas online e dão um ‘tchauzinho’ para os professores, se apresentam, conversam. Em meio à crise, estamos vivendo também momentos de aproximação com as famílias”.

 

Quarta-feira, dia 18 de março de 2020. Crianças e jovens preparam-se para mais um dia de aula. Às 7h20, todos estão presentes em suas salas, com ouvidos e olhares atentos aos seus professores, compartilhando dúvidas e aprendendo juntos. Poderia ser mais um dia letivo normal. A diferença é que cada aluno está em sua própria casa, conversando com os colegas e professores pela tela do computador.

Essa tem sido a rotina do Colégio Elvira Brandão, localizado na zona Sul de São Paulo. Associado à Abepar, o Elvira – como é chamado por sua comunidade – adotou o sistema de aulas não-presenciais como medida de prevenção contra a doença causada pelo novo coronavírus, seguindo as orientações das autoridades sanitárias e governamentais. “É uma situação triste e preocupante para todos, mas sempre trabalhamos essas situações de forma positiva com os alunos. Focamos nas soluções e não nos problemas”, declara a diretora-geral Andrezza Amorelli.

Segundo a diretora, é fundamental que a direção assuma uma postura estratégica neste momento para que se possa dar continuidade à proposta pedagógica e assegurar que toda a escola funcione de forma organizada, como o Conselho Estadual de Educação exige.

“Além de garantir as práticas em sala de aula, é preciso ter atenção ao currículo, ao cuidado com as questões socioemocionais da equipe, intensificar a comunicação com a comunidade escolar – tanto por meio dos canais oficiais da Escola nas redes sociais quanto pelo contato direto através das ferramentas digitais – e principalmente documentar que os projetos estão em pleno andamento”.


Encarando o desafio com sucesso

Apesar de repentina, a mudança foi rapidamente integrada ao dia a dia de professores, alunos e famílias e tem transcorrido de forma organizada. Para a diretora-geral, a transição bem-sucedida deve-se em grande parte à cultura da autonomia do aluno, muito presente na escola, e ao domínio das ferramentas digitais de educação, que fazem parte da rotina escolar desde 2016. 

“O planejamento pedagógico do Elvira está em sintonia com a Base Nacional Comum Curricular e foi muito bem estruturado”, comenta a diretora. “Tivemos apenas que transformar o plano de ações para o ambiente digital, com o qual também já estamos familiarizados.”

Veja aqui o vídeo publicado no dia 19/3 em que Andreza Amorelli comunica às famílias como as aulas não-presenciais funcionarão.

 

Aulas online 

A partir do sexto ano do Fundamental 1, todos os alunos ganham da escola um Chromebook. É por meio dele que a maioria assiste às aulas de forma remota. Também não foi necessário adotar nenhuma nova ferramenta digital, segundo Amorelli. “Passamos a utilizar diariamente ferramentas que já usávamos periodicamente com os alunos, como o Google Hangouts Meet, o Google Classroom, dentre outras. Os professores receberam treinamento anterior e todos eles estão muito engajados”.

 

Berçário e Educação Infantil

Os pequenos também não ficam de fora do aprendizado. No Elvira, pais e mães são estimulados a realizar atividades com seus bebês e crianças durante a quarentena. “Estamos formulando um currículo específico para eles”, pontua Andrezza. “Todos os dias enviamos às famílias as atividades e brincadeiras do dia seguinte, assim elas têm tempo para se organizar. É claro que as atividades têm uma intencionalidade pedagógica, que é explicada às famílias. Eles contam com nosso total suporte e também estão muito empenhados em contribuir com este momento!”.


Identidade da escola

Das famílias, as avaliações vêm à diretora pelos grupos de WhatsApp. “Recebo todos os dias fotos e vídeos dos alunos fazendo as atividades e participando das aulas. Chego a ficar emocionada com o comprometimento, com a colaboração que todos estão tendo diante dessa situação tão complicada”.

Para Amorelli, colaboração e comprometimento fazem parte da identidade da escola. “Eu disse às famílias: isso não pode ser perdido. Estamos vivendo este momento juntos. Fazer dar certo não é uma responsabilidade de um ou de outro, pois somos uma comunidade escolar.” 

 

 

O anuário do Colégio Uirapuru já virou tradição. Todos os anos, desde 2012, a escola produz um livro de registros, com textos e imagens de atividades desenvolvidas durante o ano, além de produções acadêmicas sobre assuntos importantes para a escola. O último lançado foi o de 2019. 

Quem produz os textos são os próprios professores e coordenadores do colégio. Os alunos têm uma participação mais que especial. Eles criam textos em sala e mensagens de memórias que são depois incluídos na publicação. Quem organiza todo o material é a coordenadora geral, Maura Bolfer. 

“A missão do Uirapuru é a formação acadêmica, sem descuidar da formação humana”, conta a coordenadora. “Temos exemplos de tudo isso em nosso anuário”. A publicação é também um meio para que as famílias possam observar como o nosso trabalho é feito no dia a dia, do Ensino Infantil ao Ensino Médio, explica.

No começo do ano são definidos os principais temas que serão apresentados no anuário. Conforme acontece o desenvolvimento de projetos durante as aulas, a publicação ganha corpo e sofre modificações ao longo do ano. O convite para a produção do texto chega aos professores no meio do ano. “Eles gostam de participar e ficam esperando esse momento, de escrever para o anuário”, comenta Maura. 

Os pais não ficam de fora, e respondem um questionário sobre a visão que eles têm da escola. Os resultados são apresentados em forma de tabela no livro de memórias. “Todos gostam de contribuir e cada ano nosso anuário vai crescendo e evoluindo”, conta Maura. De 90 páginas, em 2012, para 290 páginas, em 2019. “Sempre é possível incluir a contribuição de todos”.

Quando finalizado, o anuário é distribuído para os professores e funcionários e para cada família da escola. A versão digital fica disponível no site do colégio, em breve com a edição de 2019. 

Colégio Uirapuru (www.colegiouirapuru.com.br): O Uirapuru é fruto das discussões, das tensões e dos avanços que marcaram a educação no século XX. No Uirapuru o aluno é instigado a participar, a perguntar, a raciocinar. É estimulado a pensar criativamente, a resolver problemas, conciliando teoria e prática, transpondo conhecimentos entre diferentes áreas, percebendo que valores e conhecimentos andam juntos.

 

Em consequência da identificação de casos efetivos de coronavírus na cidade de São Paulo, o retorno às aulas, depois do Carnaval, nas escolas associadas à Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares), trouxe alguma intranquilidade à comunidade escolar. 

Com base na orientação fornecida publicamente pelo Ministério da Saúde e os órgãos estaduais e municipais de saúde, a Abepar orienta as escolas associadas a levar em conta as informações aqui apresentadas e a adotar os seguintes procedimentos:

  1. Manter as aulas regulares. Não há, por ora, nada que recomende outra medida.

  2. Orientar famílias e alunos quanto às medidas de higiene para limitar as possibilidades de contaminação, especialmente a higiene frequente das mãos.

  3. Orientar as famílias e alunos que viajaram a países nos quais há mais casos de coronavírus para que procurem as autoridades sanitárias no caso de haver sintomas de gripe (febre, dor de garganta, dificuldades respiratórias). 

  4. Se estiver com sintomas de gripe, o aluno que tenha realizado viagem recente a países da Europa ou da Ásia não deve frequentar as aulas. As autoridades sanitárias devem ser acionadas. A escola deve ser informada para tomar providências pedagógicas de apoio ao aluno.

  5.  É importante considerar que a maioria dos casos de coronavírus atinge pessoas com mais de 40 anos.

  6.  A Abepar está em contato permanente com as autoridades federais, estaduais e municipais para manter as escolas associadas cientes das ações que se façam necessárias para manter os alunos protegidos. 

Diretoria da Abepar
São Paulo, 27 de fevereiro de 2020

 

 

(Imagem: jarun011/iStock.com)

Ela nasceu como Jardim de Infância Estrelinha, em 1969. Passou depois a se chamar Escola Santo Inácio e agora é a Escola Santi. A escola que tinha apenas Educação Infantil hoje vai até o Ensino Fundamental 2, com cerca de 670 alunos e 70 funcionários, além de estagiários e parceiros. O que não mudou nos últimos 50 anos foi o DNA humanista e de excelência acadêmica, o desenvolvimento constante, a busca por melhores resultados e a conexão direta com o mundo. Para celebrar o cinquentenário, a Festa 50 anos Santi vai acontecer no dia 23 de novembro, na escola, a partir das 9h. Conheça mais sobre a Santi e participe.

Fundado em 1969, o Jardim de Infância Estrelinha tornou-se em 1972 a Escola Santo Inácio. No ano seguinte, entrou em cena a educadora Maria Isabel Cury, a Beka, que marcou a instituição desde esse momento, ao propor uma pedagogia humanista, marcada pela busca da excelência acadêmica e da contínua atualização. Em 1975, a escola passou a ter também o Ensino Fundamental .

A Santo Inácio passou por uma nova mudança em 1983. Além de Beka, a escola passou a contar, no seu quadro de mantenedores, com o empresário José Roberto Cury, marido de Beka. A primeira turma de 9° ano concluiu o Ensino Fundamental 2 na Santi em 1984. A década de 1980 foi, portanto, um período de consolidação da escola e ampliação até o fim do Ensino Fundamental.

A década seguinte foi de renovação. Em 1992 a escola ganhou uma nova sócia – Paula Cury. Em 1996, Adriana Cury, atual diretora geral, também passou a fazer parte da sociedade. Além disso, foram feitos investimentos nos espaços da escola, adaptando-os para as novas demandas.

Os anos 2000 foram marcados por reestruturações importantes no projeto pedagógico e pela consolidação do processo de crescimento da escola, que passou de cerca de 350 alunos para 700, tornando-se uma escola de referência no bairro do Paraíso, na Zona Sul de São Paulo. 

Em 2009, quando celebrava 40 anos, a Escola Santo Inácio assumiu o seu nome atual, Escola Santi. A mudança foi natural, seguindo as transformações da escola ao longo dos anos. Em 2011, chegou à Santi o sócio Fernando Cury, que é hoje o diretor administrativo da escola. 

Em junho de 2018, a Santi passou a integrar o grupo Somos Educação, atual Saber, após um processo de mudança societária. Agora, em 2019, a Santi completa 50 anos. Ao olhar para trás, uma história de conquistas. Ao olhar para os próximos 50 anos, a vontade de continuar formando cidadãos capazes de transformar o mundo. “Queremos acompanhar as demandas contemporâneas e continuar cumprindo a nossa missão de formar pessoas autônomas que transformam a realidade com responsabilidade e respeito à diversidade e à natureza. Continuar a ser uma escola humanista que dá resultados e se atualiza constantemente”, diz Adriana Cury, diretora geral da Santi.

Comemorações dos 50 anos Santi

Para celebrar os 50 anos de história, a Santi está realizando diversas atividades envolvendo toda a comunidade escolar.

A primeira comemoração foi com aqueles que se dedicam diariamente à educação dos alunos – seja em sala de aula, no setor administrativo ou na manutenção da escola. A equipe se reuniu para que cada um relembrasse a sua história com a Santi. Foi uma noite de celebração e de resgate do pertencimento de cada um à escola.

Com os alunos, a comemoração foi durante o horário escolar. Uma das turmas fez um bolo gigante na aula de Artes e a escola toda se reuniu para cantar parabéns, com direito a chuva de balões e fitinhas do Bonfim com os dizeres “eu faço parte desta história”.

As famílias comemoraram com o Caminha Santi. Cerca de 150 pessoas foram caminhando da escola até o Parque do Ibirapuera, onde os professores de Educação Física propuseram jogos e brincadeiras. No percurso, as crianças aproveitaram para recolher o microlixo por onde passavam, numa iniciativa em parceria com o Instituto Ecobairro Brasil.

E agora, no dia 23 de novembro, é a vez de toda a comunidade celebrar os 50 anos da Santi. A escola vai promover uma festa, que terá início às 9h e vai contar com alunos, ex-alunos, funcionários e ex-funcionários, famílias e parceiros que fazem e fizeram parte desta história cinquentenária. 

A confraternização terá um centro de memória com os principais acontecimentos, apresentações dos alunos e uma feira gastronômica promovida por refugiados. “A proposta é que as pessoas se encontrem na Santi”, conta Adriana Cury. “Pois acreditamos que a escola é um lugar de encontros que nos transformam”.

 Acesse aqui o site criado em comemoração aos 50 anos da Santi. 

A escola começou a divulgar nesta quarta-feira (10/4) o Projeto 2021, que prevê a construção de uma nova e única sede. O espaço escolhido fica próximo às atuais unidades e a pouco mais de um quilômetro da unidade 3). O novo endereço foi cuidadosamente escolhido para evitar mudanças na rotina das famílias e dos alunos.

A Associação Brasileira de Escolas Particulares convida a todos os seus Associados para participar da nossa próxima Assembleia que será realizada no dia 27 de novembro de 2018, terça-feira, às 17 horas (Escola be.Living – Avenida Jandira, 769, Indianópolis, São Paulo). A Diretoria enfatiza a importância da participação de todos os associados.