Comunicação

Comunicação (41)

O 4º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, promovido pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), é realizado anualmente e debate temas atuais que envolvem a cobertura jornalística de educação. Em 2020, o tema central do evento é “O jornalismo de educação na pandemia - O que fizemos até aqui e como continuamos na retomada”, e ocorre entre os dias 19 e 23 de outubro. 

Serão 12 mesas de debate, que tratam temáticas do jornalismo e de educação no contexto da pandemia, principalmente o agravamento das desigualdades e as dificuldades enfrentadas por professores e alunos.  O Congresso é totalmente online e gratuito. 

Assista ao primeiro dia de Congresso e confira a programação completa aqui.

 

Os protocolos e orientações desenvolvidas através do convênio entre a Abepar e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein foram apresentados em um webinário, no dia 8/10, para toda a comunidade escolar da Abepar. 

Referência internacional de qualidade na área de saúde e na área de pesquisa e combate à Covid-19, o Einstein vem trabalhando em parceria com as escolas associadas desde julho deste ano. Foram produzidos diversos protocolos considerando o universo escolar e elaboradas orientações para o retorno seguro dos alunos, professores e funcionários. 

O diretor executivo da Abepar, Roberto Prado, coordenou o encontro. Por parte do Einstein, apresentaram o webinário os médicos Vinícius Ponzo da Silva, consultor técnico de infectologia, e Cléber de Moraes Motta, líder de projetos, além da enfermeira Suzana Mosquim, consultora de projetos. 

Assista ao webinário na íntegra: 

Após sete meses fechadas por conta da pandemia de Covid-19, as escolas da cidade de São Paulo retornaram às atividades presenciais no dia 7 de outubro de 2020. No mesmo dia, a Abepar realizou uma pesquisa entre suas associadas para colher informações sobre o primeiro dia de retorno. Veja abaixo os resultados parciais da pesquisa.

A Abepar está coletando informações das escolas associadas sobre a volta às atividades presenciais, que teve início em 7/10. As informações coletadas pela pesquisa serão utilizadas internamente pela própria Associação. Leva menos de 2 minutos.

Responda o formulário abaixo:

 

(Imagem: golubovy/iStock.com)

As escolas da Abepar já estão preparadas para a volta às aulas. Além de implementar protocolos de saúde e sanitários para garantir a segurança de todos, as escolas apostam na comunicação com a comunidade escolar. Assim, pais, alunos e funcionários ficam bem informados sobre os cuidados tomados pelas escolas e as recomendações que devem ser seguidas por todos nesse período de retomada das atividades presenciais. 

Por meio de vídeos explicativos, algumas instituições, como o Colégio Bandeirantes e a escola Carandá Vivavida, contam na prática, de forma didática e bem-humorada, como seguir os protocolos. Confira: 

A Associação Brasileira de Escolas Particulares e Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein apresentam a alunos, famílias, professores, funcionários e a toda a comunidade escolar os protocolos e as medidas sanitárias adotadas pelas escolas para garantir um retorno seguro e gradual às atividades presenciais. O webinário, com a presença de médicos e profissionais do Hospital Albert Einstein e de representantes da Abepar, está agendado para a próxima quinta-feira, dia 8 de outubro, às 19 horas. 

Assista aqui: https://youtu.be/OMIS9nBU1vE

por Instituto Vera Cruz

O clima escolar e a construção de valores serão temas da próxima edição da revista acadêmica 

A revista Veras, periódico acadêmico do Instituto Vera Cruz voltado à publicação de estudos no campo da educação, está com inscrições abertas para os interessados em publicar seus artigos na próxima edição, a ser lançada no final de 2020.

Desta vez, a revista terá um dossiê especial sobre clima escolar e construção de valores. Os estudos acercade tais temas têm tido relevância crescente para educadores, por serem capazes de melhorar as relações sociais dentro da escola, com as famílias e com a comunidade. Esses estudos também auxiliam no processo de inclusão dos alunos, no rendimento acadêmico, na prevenção ao bullying e na diminuição da rotatividade entre os docentes da instituição de ensino, além de terem se tornado ainda mais importantes para os educadores em tempos de pandemia e quarentena.

Os artigos e relatos de experiência de profissionais cujas agendas tenham convergência com o tema do dossiê, bem como trabalhos que digam respeito a outros aspectos da temática educacional, serão aceitos até o dia 31 de outubro, pelo site www.veracruz.edu.br/instituto/veras

Sobre a revista – Veras é um periódico acadêmico do Instituto Vera Cruz voltado à publicação de estudos no campo da educação, resultantes de investigações e análises de fenômenos educacionais relevantes nessa área do conhecimento.

De periodicidade semestral, Veras não se restringe a um segmento específico do campo educativo. Assim, todos os níveis de ensino – bem como todos os aspectos que envolvem o ensino e a aprendizagem – podem ser contemplados pelo periódico, por meio de reflexões que contribuam para uma ampla e diversificada abordagem da problemática educacional contemporânea. Para tanto, a revista Veras está aberta a todos os autores que quiserem participar da discussão e da análise da educação na atualidade. 

Imagem: MonthiraYodtiwong/iStock.com

O psicanalista e professor Christian Dunker participa do próximo Ciclo de Palestras da Bahema Educação, dia 24/9, às 20h. O tema do debate será “Que marcas o isolamento nos deixará?”, com transmissão ao vivo canal do YouTube da Bahema. Assista aqui. 

Christian Dunker é psicanalista, professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e escritor agraciado com o Prêmio Jabuti.

 

As escolas associadas à Abepar estão preparadas para a retomada gradual e segura das atividades presenciais, afirmou o diretor Cláudio Giardino. O retorno vai acontecer sob rigoroso acompanhamento de protocolos sanitários, elaborados com o apoio técnico de renomadas instituições de saúde, e em sintonia com as determinações das autoridades sanitárias do Estado e dos municípios.  

Em entrevista concedida à rádio CBN São Paulo, na sexta-feira (11/9), Cláudio Giardino falou sobre a retomada e as medidas preventivas de segurança que as escolas associas à Abepar irão adotar. Uma delas é a adoção do sistema de ‘bolhas’ ou clusters, já utilizado em outros países. O diretor considera essencial a aprendizagem presencial e reabertura das escolas. A seguir, os trechos mais relevantes da entrevista:  

Como tem sido o trabalho da Abepar no que diz respeito aos protocolos de retomada das aulas presenciais?

As escolas que trabalham com Educação Infantil e com o Fundamental I, estudantes de cinco, seis até 10 anos, já trabalham em torno de quatro horas a cinco horas, que é um tempo razoável para esse retorno. Quanto às escolas com Fundamental II e Ensino Médio, que em média trabalham de cinco a seis horas com as crianças, algumas vão manter esse horário normal. Outras vão trabalhar com o horário reduzido, entre quatro e cinco horas. Ficará a critério de cada escola.

Existe alguma orientação para que as unidades voltem com parte dos alunos de todas as séries ou a intenção é priorizar alguma série?

As escolas da Abepar têm feito vários estudos nas últimas semanas, apoiando-se inclusive em estudos e protocolos de países da Ásia e Europa que já estão realizando suas aberturas. Todas as escolas têm um plano de reabertura próprio, fundamentado em regras e protocolos específicos. Elas são apoiadas por empresas de segurança e saúde escolar, além de instituições de saúde como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. 

Esses protocolos elaborados pelas escolas têm sido enviados aos pais, que muitas vezes participam de lives para conhecer essas regras com mais detalhes. Nesses encontros, os educadores explicam aos pais e colaboradores como irão funcionar as regras que aparecem em cada um dos protocolos. Isso tem gerado mais segurança na comunidade escolar em relação a volta dos alunos às aulas presenciais.  

Para a volta de alguma série, ano ou algum segmento escolar, cada escola está adotando um critério. Algumas têm priorizado a Educação Infantil e as séries iniciais do Fundamental, principalmente porque as mães dessas crianças, que são crianças menores e que não tem tanta autonomia, precisam voltar ao trabalho. Essas famílias necessitam da escola para que os filhos estudem, aproveitem e até recuperem a parte emocional, que é muito importante para todos. Uma outra parte das escolas tem pensado em abrir para todas as séries, respeitados os 35% de alunos em sala de aula.

A carga horária e o número de dias em que o aluno irá à escola podem ser reduzidos?

Os alunos só voltarão às escolas se for este o desejo dos pais. Isso é facultativo. Cada família vai decidir se o estudante volta ou não nessa primeira fase de reabertura. A ideia é essa. As escolas da Abepar farão novas pesquisas assim que o governo permitir a reabertura. As famílias vão aderir ou não a essa reabertura.

Algumas instituições estão apostando em modelos já aplicados em países onde a pandemia chegou antes, como o chamado sistema de bolhas. Esse modelo é o melhor a ser adotado?

Sem dúvida nenhuma, o sistema de “bolhas” ou “clusters” é fundamental para cada uma das escolas da Abepar e do Brasil como todo. Esse modelo está sendo usando na Europa e nos países da Ásia e vem dando certo. Se você tem grupos de cinco, seis, sete alunos, e esses grupos não se misturam com os outros, caso um aluno de um grupo tenha o coronavírus, o grupo inteiro de seis ou sete alunos ficará afastado das aulas e não todos os grupos da escola. Isso reduz a chance de transmissão. Isso é muito importante para nós, escolas da Abepar. 

Vocês orientam que os alunos comam na escola?

Nessa primeira fase, a gente tem orientado as famílias a mandar o lanche para a escola. Queremos evitar que haja o deslocamento até a cantina escolar. Existe também em algumas escolas um acordo entre a cantina escolar e as famílias. Os pedidos podem ser feitos por WhatsApp um dia antes. A cantina prepara o alimento e o envia para a sala de aula. Existem essas duas opções. 

A reabertura é uma solução viável?

Ressalto que é muito importante que as escolas reabram e retomem suas atividades dentro desses limites já estabelecidos. Precisamos trazer de volta a aprendizagem para o presencial. Por mais que escolas e professores se esforcem, percebemos que a aprendizagem remota não é o melhor modelo. O ensino remoto supre uma necessidade de momento. Existe uma necessidade vital de sociabilidade e de contato com colegas e professores, respeitando o distanciamento.

Cláudio Giardino – Perfil
Cláudio Giardino é geógrafo, especializado em psicopedagogia e gestão escolar. É autor de livros didáticos e trabalha há 10 anos como gestor de rede de escolas. Atualmente é diretor da Abepar e do grupo de escolas OEP, que reúne Oswald, Elvira Brandão e Piaget). 

 

Em editorial publicado no dia 8/9, o jornal Folha de S. Paulo defendeu a volta às aulas no país, sustentando que “o alongamento da quarentena acarretará prejuízo certo e crescente para crianças e jovens, ao passo que os riscos de infecção se afiguram cada vez mais baixos ou administráveis.”

Apontando a baixa na curva de casos, o jornal relembrou exemplos de outros países que já fizeram a reabertura. “Nos países onde houve retorno às aulas, predomina a baixa ocorrência de infecções em ambiente escolar e raríssimos casos fatais.”

“Imperioso se mostra debater e decidir não se aulas devem voltar, sobretudo no ensino público, mas em quais condições”, sustenta o editorial. “Sem enfrentar o desafio, aumentarão a evasão escolar e a desnutrição de estudantes que dependem de merenda, carecem de meios para acompanhar ensino a distância e são mais vulneráveis à violência doméstica.”

Sobre a volta nas escolas particulares, o jornal escreveu “escolas particulares, ao menos as de elite, já têm pronto um cabedal de medidas de prevenção para reiniciar atividades. Seus alunos se distanciarão ainda mais dos que só têm a escola pública como opção.”

O jornal defendeu ainda que essa deve ser uma atitude livre de pressões políticas e que “os governantes devem afastar-se da tentação política, em ano eleitoral, de manter escolas fechadas para não desagradar sindicatos de professores enquanto os shoppings funcionam e as praias estão abarrotadas.” 

O editorial apresentou números da reabertura no estado de São Paulo “a reabertura foi autorizada na terça (8) em cidades há 28 dias na chamada fase amarela, só 128 dos 645 municípios autorizaram o retorno, sobretudo na rede privada.”

Quanto a possíveis novos casos, o jornal lembra que “experiências internacionais indicam que fundamental é identificar portadores de sintomas, testá-los e rastrear os contatos dos casos confirmados, para isolamento”.

Ao poder público compete, segundo a publicação, aparelhar-se para tornar isso possível, além de normatizar e fiscalizar as regras de distanciamento mandatórias. Aos educadores e pais, sustenta a Folha, cabe “demandar do Estado o cumprimento da exigência constitucional de prover educação --para todos”. 

Leia o editorial completo aqui.

Imagem: artisteer/iStock.com